Amoroso relembra ida ao São Paulo e revela papo ‘olho no olho’ com Autuori: “Não vim fazer amizade”

Ex-jogador fez sucesso na Europa e na conquista da Libertadores e Mundial de 2005 do Tricolor

Contratado em 2005 com a missão de suprir a ausência de Grafite, que havia sofrido grave lesão, Amoroso caiu como uma luva no time do São Paulo comando por Paulo Autuori e teve participação fundamental nos jogos da semifinal e final do tricampeonato da Libertadores do Tricolor.

Em entrevista a site da ESPN, o ex-jogador, que hoje vive na Europa para ajudar seus filhos a tentaram carreira no futebol, relembrou que antes do Tricolor foi procurado por Corinthians e Palmeiras, mas preferiu o time do Morumbi pelo sonho de ganhar a Libertadores.

No momento que surgiu essa possibilidade, o Oscar [Bernardi, ex-zagueiro de São Paulo] pensou e comentou com o Juvenal [Juvêncio, na época diretor de futebol] sobre a possibilidade de me trazer. Antes de assinar, tinha recebido duas propostas, do Alavés e do Celta. Mas pesou a preferência pelo São Paulo e pela competição, por isso acabei deixando de lado essas duas propostas“, detalhou.

AMOROSO QUERIA SER CAMPEÃO

Consagrado na Europa, Amoroso foi a cereja do bolo do time de Paulo Autuori nas conquistas de Libertadores e Mundial de Clubes e a chegada ao Tricolor acabou facilitada por reencontrar amigos de longa data no mundo da bola.

Quando cheguei ao São Paulo, foi infelizmente ou felizmente devido ao Grafite, e isso abriu as portas para que eu pudesse chegar num clube que tinha alguns jogadores amigos, caso do Luizão, que a gente já tinha entrosamento dos tempos de Guarani, o Júnior, no Parma, e Rogério, na seleção brasileira. E outros amigos que tinha, o Marco Aurélio Cunha, no Guarani, e o Roger, como goleiro no Flamengo”, lembrou.

Logo nos primeiros dias no CT da Barra Funda, o treinador chamou o reforço para um papo ‘olho no olho’ e ouviu que o atacante desejava jogar independente do momento do grupo porque havia aberto mão da Europa para ter conquistas no Brasil.

Naquele momento que o Autuori me viu e me chamou na sala, eu disse a ele: ‘Professor, não vim fazer amizade, vim para ser campeão. Não estou para brincar. Se estou deixando o futebol europeu, é para ser campeão. Então pode contar comigo que a gente veio para ganhar’. E assim começou a confiança“, contou.

A minha chegada foi triunfal, porque acabar substituindo um centroavante que vinha muito bem na competição, com gols importantes, era uma responsabilidade que eu tinha, mas sabia da minha qualidade, do meu potencial, da experiência que tinha nas costas. E poderia dar conta do recado”, finalizou.

Amoroso disputou os jogos da finais da Libertadores e marcou um gol contra o River Plate, na Argentina, e deu assistência açucarada para Luisão marcar um dos gols na decisão do torneio vencido por 4 a 0 sobre o Athletico Paranaense.

NÚMEROS DE AMOROSO PELO SÃO PAULO

Em seis meses no Tricolor, Amoroso disputou 28 jogos, marcou 18 gols, venceu a Libertadores e o Mundial e se transferiu ao Milan, da Itália.

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