Cantor revela que Rogério Ceni barrou Leco no vestiário em jogo de despedida e gerou climão

M1to nunca teve uma relação próxima com o dirigente nos tempos em que atuava como goleiro do Tricolor

Dezembro de 2015. Rogério Ceni já havia decidido que iria pendurar as luvas e encerrar a vitoriosa carreira como goleiro do São Paulo. Mesmo com o time terminando o ano cheio de polêmicas, o M1to foi convencido a fazer um jogo de despedida no Morumbi e decidiu ter uma produção independente no evento para evitar ‘curiosos’.

É isso mesmo. Em entrevista ao Blog do Menon, no UOL Esporte, o cantor Nasi contou que a festa de despedida de um dos maiores ídolos da história do São Paulo foi polêmica.

A festa de despedida do Rogério Ceni não teve participação nenhuma do São Paulo. Foi tudo feito pelo Pinotti (ex-diretor de futebol), pelo meu irmão, que é empresário de palestras do Rogério e pelo próprio Rogério, que estava meio reticente, porque o time não andava bem“, contou.

Na época, o São Paulo terminou o Brasileirão em quarto lugar e com vaga assegurada para a pré-Libertadores do ano seguinte. Porém, aquele ano é considerado trágico no Morumbi pela venda em massa de jogadores, troca em excesso de treinadores, goleadas doloridas para rivais, impeachment do presidente Carlos Miguel Aindar e o fim de mais uma temporada sem títulos.

A despedida do goleiro aconteceu em 11 de dezembro na casa do São Paulo. Entretanto, o evento não contou com colaboração do Tricolor, além da liberação do estádio, e a produção do evento que contava com os campeões mundiais de 92/93 e 2005 contou com uma equipe particular e gerou um climão de Ceni com Leco.

O clima estava meio tenso. Os segurança não eram do São Paulo, eram contratados e impediram todo tipo de carteirada. Enfim, as coisas não andavam bem. Então, veio um segurança avisar que o Leco e alguns diretores queriam entrar para conversar“, disse o cantor.

Não“, foi a resposta do Rogério.
Mas ele é o presidente“, lembraram.
Não, aqui só entra jogador“, rebateu M1to.
E não entrou ninguém“, contou Nasi.

Curiosamente, um ano depois, Leco se aproximou de Rogério Ceni e o convidou para ser técnico do São Paulo na temporada de 2017. Porém, após a vitória nas eleições e uma série de resultados ruins do ex-goleiro no comando do time, o demitiu e trouxe Dorival Júnior.

Na visão de Nasi, o M1to foi ‘usado’ por Leco como cabo eleitoral e depois chutado já que não lhe tinha serventia.

Acho que sim. Ele trouxe o Rogério como um escudo e depois descartou em cinco minutos. Não seu suporte, vendeu jogadores e não segurou. E nem tinha pressão. A torcida nunca o chamou de burro“, finalizou.

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