Ceni descarta treinar Corinthians e Palmeiras por amor ao São Paulo: “Não pretendo jogar fora isso”

Ex-goleiro trabalha atualmente como treinador do Fortaleza e tem tido sucesso no Nordeste

Rogério Ceni decidiu pendurar as luvas no fim de 2015 e menos de um ano depois voltou ao São Paulo na condição de treinador após alguns cursos na Europa. O trabalho como treinador acabou não tendo muito sucesso e gerou questionamentos se o M1to estava preparado para tentar para assumir o clube que está há tantos anos sem títulos.

Na visão do ex-goleiro, iniciar sua trajetória como técnico no mundo da bola no time de coração foi mais do que acertada. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Ceni lembra que investiu em 23 novos atletas no Tricolor, sendo 12 garotos, e alguns deles renderam milhões aos cofres do Morumbi.

Treinar o São Paulo foi o maior acerto que fiz. Foi o maior acerto puxar 23 jogadores novos para o time, principalmente sendo que 12 deles pertenciam à categoria de base. Foi o maior acerto ter conseguido promover esses jovens jogadores e valorizá-los no exterior, a ponto de botar R$ 180 milhões no cofre do clube só com a venda dessas revelações“, disse.

Quando perguntado se trabalharia em um rival do São Paulo, Rogério Ceni pregou respeito a Corinthians e Palmeiras, evitou usar a palavra nunca ou impossível, mas ressaltou que não pretende jogar fora seus 25 anos de história na meta do São Paulo.

Não diria que é impossível, pois nada é impossível nesta vida, mas acho muito pouco provável. Muito do respeito que eu conquistei com o torcedor são-paulino se deve à rivalidade de 25 anos que tive com esses clubes. Não pretendo jogar fora isso, até porque existem muitos outros grandes clubes no Brasil”, finalizou.

Em seis meses no comando do Tricolor, em 2017, Rogério Ceni obteve 14 vitórias, 10 empates, 13 derrotas e um aproveitamento de 49,5% dos pontos disputados.

O ex-goleiro sofreu com a venda em série de atletas para a Europa – como David Neres, Thiago Mendes, Luiz Araújo e Maicon – e não conseguiu acertar o time e acabou demitido pelo risco de rebaixamento do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

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