Daniel Alves diz que usá-lo na lateral seria uma loucura do São Paulo

Chegada de Dani Alves como meio-campista do Tricolor é tema de debate até os dias atuais

Uma das principais contratações do São Paulo nos últimos anos, Daniel Alves chegou ao São Paulo em agosto de 2020 e causou espanto ao receber a mítica camisa 10. Como um lateral-direito mudaria de função tão bruscamente? Esse assunto ainda é tema de debate e o próprio jogador foi o idealizador da mudança de função dentro de campo.

Em entrevista ao canal do ex-jogador Zico, no Youtube, o atleta de 37 anos contou que não fazia sentido atuar em uma faixa pequena de campo se tinha a capacidade de conectar todo o time do Tricolor por ainda não ter uma ideia de jogo definida.

Eu falei para o clube: ‘Cara, se vocês me colocarem de lateral-direito em um time que não está acostumado a jogar coletivamente vocês estão cometendo uma loucura com vocês mesmos’. Como que você faz um investimento em um jogador que pode ajudar a sua equipe a ser muito melhor, muito mais equilibrada, gerar muito mais jogo, muito mais ocasiões de gol, e o coloca pegado a uma partezinha do campo? Você começa a duvidar do que você tinha na mente? Você duvidou, meu irmão, você já vai fazer besteira. Se você duvidou de como vai fazer para conquistar seus objetivos, apaga e vamos todo mundo para casa“, disse.

Sinceramente, não é demagogia e nem tentar colocar ninguém abaixo de mim, mas a nível de entendimento de futebol e psicológico eu estou um pouco à frente dos meus companheiros pela experiência, por conhecer diferentes campeonatos. Aqui no Brasil, o campeonato é um dos mais difíceis em nível técnico, mas a nível tático e de jogo coletivo não é, fica para trás de todos os lugares que passei. O que vai diferenciar nossa equipe, está diferenciando hoje em dia, é que o nosso treinador, o capitão do nosso barco, está conseguindo fazer as pessoas entenderem que o nosso jogo coletivo vai destacar todos no individual“, emendou o craque.

Daniel Alves acabou não rendendo como o esperado nos primeiros jogos como um meia de criação com o técnico Cuca, mas a chegada de Fernando Diniz foi fundamental para encaixá-lo na posição de homem da construção das jogadas e fixar Juanfran como lateral-direito.

Fiquei muito tempo lá fora, você cria uma mentalidade de um futebol um pouco mais evoluído em termos gerais. Eu vim aqui para o Brasil e, como todo ser humano, precisei de adaptação. Aos companheiros, à filosofia, ao sistema… Eu fui contratado porque falaram que queriam que eu viesse jogar no meio de campo, eu já estava jogando no meio no PSG, e eu não tenho mais desafio, porque eu confio no meu trabalho, confio na minha entrega, só que para desconfiar estão aí os de fora. Os que estão dentro têm que confiar, porque foi para isso que eles me contrataram. Eu não acredito que no período que eu cheguei eu estivesse desentonando. Acredito que outras circunstâncias estavam desentonando, e não era eu. Só que eu tinha sido o cara contratado, estavam quase exigindo que eu pegasse a bola, batesse o tiro de meta para mim mesmo, driblasse todo mundo, chegasse debaixo do goleiro dos caras e fizesse o gol. Cara, desculpa, mas isso é equivocado, eu sou um jogador de otimizar quem eu tenho do lado, de servir, construir, armar“, celebrou.

O camisa 10 não esconde a felicidade de estar defendendo o clube de coração. Entretanto, já pensando na aposentadoria, não descarta voltar a morar no velho continente.

Eu gosto de fazer história, então eu falei: “pô, já fiz um monte de coisa na Europa, vou realizar meu sonho e quem sabe voltar para a Europa”. Tudo é possibilidade na vida do Good Crazy, cara (risos). Esses dias agora eu falei que gostava do Boca e já estão me colocando no Boca, mas nada a ver, eu vim realizar meu sonho no São Paulo“, finalizou.

ASSISTA A ENTREVISTA DE DANIEL ALVES COM ZICO:

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