Diretor do São Paulo explica detalhes como são os pagamentos de Daniel Alves

Camisa 10 é dono de um dos maiores salários do atual elenco do Tricolor do Morumbi

Principal reforço do São Paulo em 2019, Daniel Alves é o atual dono do maior salário do Tricolor e acertou com a diretoria um modelo de pagamento diferente dos demais colegas: o camisa 10 receberá os direitos de imagem semestralmente.

Quem garante a informação? Alexandre Pássaro. Em entrevista à “Rádio Transamérica”, o gerente-executivo de futebol do São Paulo explicou que a crise afetou o modelo de pagamento e que há um grande esforço para cumprir com o combinado com o jogador de 36 anos.

“Na reunião quando chamamos os líderes (do elenco) ele foi um dos mais efusivos no sentido de “lógico, não teria outro caminho”. Foi super compreensivo. Sobre os bônus e pagamentos também tem sido muito compreensivo. E nós temos feito um esforço grande para honrar com menor atraso ou desgaste possível, porque tem uma diferença. Quase todos os jogadores recebem direito de imagem mês a mês. E o Daniel não. Ele acumula e pagamos semestralmente”, disse.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o São Paulo presenciou sua crise financeira se agravar drasticamente, já que teve um déficit de R$ 156 milhões em 2019, e não conseguiu efetuar o primeiro pagamento de Daniel Alves. Segundo Pássaro, o camisa 10 entendeu a situação financeira do clube.

“Quando ele chegou estávamos com orçamento apertado e foi combinado. Há dois jeitos de acumular pagamento: ou paga e espera seis meses, ou espera seis meses e paga no final. Essa segunda foi a proposta que fizemos a ele. No começo com muita boa vontade ele aceitou, disse que não teria problema. Não era nem seis meses. Eram quase dez. Disse que se o São Paulo poderia pagar a primeira daqui a dez meses não teria problema. Temos feito esforço para honrar e estar em dia com ele, porque esse foi o combinado. O pagamento se refere ao período daqui para trás, não para frente”, revelou.

“Mas ele tem sido muito compreensível com toda a turbulência que vivemos por motivos alheios à nossa vontade. Ninguém sabia que perderíamos a renda de River, Santos, Binacional, premiações, patrocinadores jogando pagamento para daqui 90 dias. Não sabíamos. Não tinha como preparar. Isso não foi incompetência. Foi inesperado. Todo mundo no mundo está sofrendo com esses efeitos”, completou.

Após insucesso na busca por parceiros para bancar parte dos salários do camisa 10, o São Paulo agora conta com uma empresa especializada atrás de parceiros e crê em acordo em breve já que o atleta vive boa fase.

“Não quer dizer que porque nos primeiros nove meses conseguimos um parceiro que nos outros nove só vai ter mais um. Há um tempo de amadurecimento. No ano passado o Daniel Alves não tinha aparecido como jogador do jeito que está aparecendo esse ano: fazendo gol, se firmando na posição. Hoje ninguém discute mais a posição do Dani no time do São Paulo. Se eu fosse presidente de uma empresa que tem interesse em contar com a imagem do Daniel também esperaria um pouco para entender como a imagem dele se situaria na volta para apostar ou não”, finalizou.

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