Juanfran não esconde desejo de renovar com o São Paulo e compara Diniz a Simeone

Lateral-direito espanhol construiu forte identificação com o Tricolor e seu torcedor e é visto como peça importante do time de Diniz

Com contrato com o São Paulo até dezembro, Juanfran não esconde o desejo de renovar o vínculo. O lateral-direito espanhol quer ficar para atingir uma meta com a camisa do Tricolor: conquistar um grande título.

Em entrevista à Agência EFE, o atleta de 35 anos se diz feliz no Tricolor, conta que a família está bem adaptada ao Brasil e conta entender que o acerto ainda não aconteceu por o clube estar vivendo um período eleitoral.

Sendo honesto, ainda não sei (se vai renovar). Da minha parte, o que eu quero e gostaria é continuar aqui. Estou muito bem, minha família está bem, estou muito feliz e muito orgulhoso de estar aqui no São Paulo. Eu não voltarei para a Espanha. Eu tenho isso na minha cabeça. Eu tenho que ser campeão antes de voltar para a Espanha. Não posso voltar sem ser campeão em São Paulo antes“, disse.

Também é uma situação que precisamos ver, porque há eleições para ver qual presidente vai entrar (no clube), em que direção vamos seguir. O que eu mais quero é ser campeão aqui. Mais do que estender meu contrato, sair para outra equipe ou me aposentar“, completou.

A renovação de Juanfran não deve ser um problema. Alexandre Pássaro, gerente-executivo de futebol, já afirmou que o Tricolor tem a meta de manter o espanhol no elenco e deve abrir conversas assim que o futebol voltar oficialmente para a equipe do Morumbi.

DINIZ OU SIMEONE?

Além da adaptação ao Brasil e ao São Paulo, o técnico Fernando Diniz tem uma parcela de importância no desejo de permanecer de Juanfran.

O lateral-direito possui boa relação de amizade com o comandante do São Paulo e o vê com grande força para unir o elenco do Tricolor e junto ao torcedor. Aliás, estas características são parecidas com seu ex-treinador Diego Simeone, do Atlético de Madrid-ESP.

Dou o exemplo do Atlético de Madrid, antes da chegada de (Diego) Simeone (2011), antes de nos reunirmos com esses jogadores muito carismáticos dos últimos anos (Gabi, Godín, Koke, Raúl García). Comecei a notar isso com Fernando (Diniz). Essa sensação boa que existe com o treinador, com sua ideia, sua maneira de jogar, acho que ele já estava contagiando o torcedor“, analisou.

É o último ano para muitos no clube, um ano eleitoral, e tudo isso estava nos tornando mais unidos do que nunca. Isso eu percebo. Porque percebi isso no Atlético de Madrid, percebi isso no time espanhol, quando nos tornamos campeões (…) espero que não o percam, porque essa conexão que pode haver com o treinador pode nos tornar campeões“, acrescentou.

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