Teve trairagem? Grafite explica briga com Cuca no São Paulo e nega agressão

Atacante e treinador tiveram forte discussão e quase chegaram as vias de fato

Uma das lendas da primeira passagem de Cuca pelo São Paulo na temporada de 2004 é uma briga com Grafite que terminou nas vias de fato. A confusão, de fato, existiu, mas o ex-jogador nega que o atrito tenha levado ambos a troca de agressões no CT da Barra Funda.

Em entrevista ao quadro Boleiragem, do SporTV, o comentarista do Grupo Globo confirmou a confusão com o treinador e explicou que toda a história começou com uma comunicação errada do atacante colombiano Rondon.

– [A briga aconteceu] por causa do Rondon. Lembra dele? Nhaca, hein! Foi contra o Fluminense, em Volta Redonda, o banco era atrás dos gols. O Rondon entrou no jogo e eu perguntei o que o professor falou. Era para eu ficar do lado e ele centrado, mas o Rondon falou “os dois [na área]’. Jogando ali, olho para trás e Cuca assim [apontando o dedo]. Pensei no vestiário a gente conversa. Chegou no vestiário, o bicho pegou – relembrou Grafite.

– Você não é mais humilde! – disparou Cuca.

– O que aconteceu professor? – questionou Grafite.

– Falei pra você jogar isso, isso e aquilo. Pra jogar assim! – reclamou o treinador.

– Sim, mas o Rondon não falou isso pra mim, mas ele não queria nem ouvir a minha voz – relatou o ex-jogador.

Em seguida, Grafite decidiu tirar a história a limpo com Rondón já que havia sido criado uma situação negativa e se surpreendeu com o atleta dizendo que não havia entendo as palavras de Cuca.

– ‘Rondon, o que passou’? Ele disse: ‘não entendi nada que o treinador hablou’.

Na reapresentação, Cuca, ainda irado com a situação, decidiu em promover um teste para saber quais jogadores estavam abaixo do condicionamento físico e gerou outro atrito com Grafite.

– Chegou na segunda-feira e ele mandou fazer aquele teste do PI. Achou que estávamos mal fisicamente – contou Grafa.

– O teste do PI são duas caixas de som separadas e tem que pisar depois da linha quando apita. Vai aumentando e diminuíndo o tempo. Se der o apito e você não pisar, tá fora – explicou o ex-jogador Roger Flores.

– Eu tava na nhaca nesse treino. Era uma reapresentação numa segunda-feira e fui mal. O que ele fez? Falou [pra mim] ‘você vai ter que sair do time para treinar separado para melhorar fisicamente’ – explicou Grafite.

– Aí, os caras corriam no campo debaixo e eu corria no campo de cima. O Cuquinha [auxiliar do Cuca] veio falando ‘e aí, Grafite’ e eu [disparei] ‘que patifaria da p***a’. Dei a volta no campo e quando estava chegando [no meio] vem o Cuca:

– Quem é patifi’? – indagou.

– Não chamei ninguém de patifi, não. Falei que essa situação é patifaria e dei a volta de novo. Ele veio correndo do meu lado. Começou a discutir, eu parei [e questionei], a discussão aumentou, o Cuquinha entrou no meio para separar e eu decidi não correr mais. Peguei e fui para o vestiário, coloquei a roupa e fui embora – relembrou Grafite.

O diretor de futebol Marco Aurélio Cunha entrou em ação na época devido aos noticiários da confusão e, mesmo sem falar com Cuca, pediu a Grafite para manter a calma e pedir desculpas ao comandante.

– No outro dia, o Marco Aurélio me chamou para conversar. ‘Tem que ter paciência e ele quer que peça desculpas pra ele’. Falei que não ia pedir desculpas. Quando chegou na roda, o Cuca disse: ‘Grafite, quer falar? Quer pedir desculpa? ‘Queria pedir desculpas para a rapazeada pela minha atitude’ – contou Grafite.

– Ficou a resenha que o Grafite e o Cuca discutiram e chegaram as vias de fato. Nem chegou, não! – finalizou.

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