Veja o valor da multa de Lucas Fasson, que tenta rescisão com São Paulo para ir ao Barcelona

Zagueiro cria de Cotia tenta se livrar de vínculo com o Tricolor por empolgação para atuar pelo time catalão

O São Paulo foi surpreendido na última segunda-feira (29) com uma notificação dos empresários de zagueiro Lucas Fasson solicitando a rescisão unilateral de seu contrato – que é válido até junho de 2021. A informação foi dada pelo Globoesporte.com e confirmada pelo portal Meu Tricolor.

Apontado como uma das joias que iriam ganhar espaço com Fernando Diniz nesta retomada do futebol após a paralisação em razão da pandemia, o zagueiro de 19 anos se empolgou com a sondagem do Barcelona e deseja sair mesmo sabendo que o início da trajetória no clube espanhol será atuando pelo time B.

Como há uma crise financeira em vários clubes do mundo, até mesmo no Barcelona, Fasson e seus representantes procuraram brigar por uma brecha da CLT e Lei Pelé para que haja o negócio sem que sua multa rescisória de 40 milhões de euros (R$ 244 milhões) seja exigida junto aos espanhóis.

Em meio a montagem da defesa para a Justiça, o Tricolor entrou em contato com representantes do Barcelona – já que possui boa relação até mesmo pelo negócio de Gustavo Maia – para entender se havia um possível assédio ao jovem e ouviu que seria procurado caso ouvesse interesse no defensor.

QUAL É A BRECHA USADA POR LUCAS FASSON?

Na notificação enviada ao São Paulo, Lucas Fasson alega ter feito o atual contrato de quatro temporadas (julho de 2017 a junho de 2021) antes de fazer 18 anos e deseja sair já que tem uma oferta do exterior.

A CLT e a Lei Pelé autorizam que clubes brasileiros façam acordos contratuais por cinco anos com atletas menores de 18 anos. Porém, o regulamento da CBF aponta que se houver casos de litígio submetidos à Fifa só valerão os três primeiros anos do acerto.

A atitude do defensor causou espanto na direção do São Paulo por não terem sido procurados em nenhum momento para reajuste de contrato e reclamação de algum fato – como a insatisfação do atleta por não ter sido promovido ao profissional.

Entretanto, passando por grave crise financeira, o Tricolor não pretende perder o jogador gratuitamente e vai brigar até as últimas instancias para fazer valer o atual contrato.

Leia o trecho do regulamento nacional de registro e transferências de atletas de futebol versão 2020 da CBF:

Art. 7º – O contrato especial de trabalho desportivo, facultado a partir dos 16 (dezesseis) anos de idade do atleta, terá prazo determinado, com duração mínima de 3 (três) meses e máxima de 5 (cinco) anos.

Parágrafo Único – Os atletas menores de 18 (dezoito) anos podem firmar contrato com a duração estabelecida no caput deste artigo amparados na legislação nacional, mas, em caso de litígio submetido a órgão da FIFA, somente serão considerados os 3 (três) primeiros anos, em atendimento ao art. 18.2 do Regulamento da FIFA sobre o Status e a Transferência de Jogadores.

Veja o que diz o artigo 18.2 do regulamento da Fifa sobre status e transferências de jogadores:

O prazo mínimo de um contrato deve ser a partir de sua data efetiva até o fim da temporada, enquanto o prazo máximo de um contrato deverá ser de cinco anos. Contratos com quaisquer outros prazos só serão permitidos de acordo com leis nacionais. Jogadores com menos de 18 anos de idade não poderão assinar um contrato profissional por um período maior do que três anos. Qualquer cláusula que se refira a um período maior não deve ser reconhecida.

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